Rumo ao Jubileu de 50 anos: a história entre 1970 – 1980

OS PRIMEIROS ANOS: 1970-1980

“Fazemos saber que, atendendo às necessidades espirituais dos fiéis da freguesia de Campinas e arredores, nesta Arquidiocese, […] , pelo presente Decreto erigimos, criamos e constituímos a paróquia de Santo Antônio, de  Campinas, desmembrando a sua formação territorial das paróquias de São José, Capoeiras e Estreito, […].” (Trecho do Decreto que criou a Paróquia, assinado por Dom Afonso Niehues, em 11/02/1970).

A comunidade de Campinas surgiu em 1953, como um loteamento, de propriedade de Elizeu Di Bernardi. Até 1960 havia pouco mais que seis casas, mas em 1970, a população já era de quase 4.500 pessoas, a maioria proveniente de Angelina, Rancho Queimado, Alfredo Wagner, Bom Retiro, Urubici, Santo Amaro, Palhoça e Biguaçu.

O INÍCIO

A paróquia foi instituída em 11/02/1970, formada pelas comunidades de Campinas e Roçado, (que pertenciam a Paróquia de São José) e pela Procasa (atendida pelos padres da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, do Estreito). Monsenhor Vendelino Hobold, o primeiro pároco, tomou posse no dia 15/02/1970, ficando até 21/04/1980. Dom Afonso Nienhues, Arcebispo Metropolitano de Florianópolis, que assinou o decreto de criação da paróquia, fez sua primeira visita pastoral em 16/12/1973.

MONSENHOR VENDELINO HOBOLD

Nosso primeiro pároco nasceu em São Ludgero, em 07/10/1917, sendo ordenado presbítero em 11/01/1942, em Florianópolis. Antes de ser pároco de Campinas, em 1970, trabalhou como coadjutor de Orléans e Pedras Grandes, vigário e posteriormente pároco do Santíssimo Sacramento, em Itajaí, vigário e posteriormente pároco de Nossa Senhora da Penha, na Penha. Tinha um estilo austero, típico daquela época. Após sair de Campinas por motivo de doença, em 1980, Monsenhor Vendelino foi morar em Armação da Penha e chegou a ser pároco de Nossa Senhora da Paz, em Piçarras. Faleceu em Brusque, em 31/08/2003.

AS PRIMEIRAS CONSTRUÇÕES

As missas eram celebradas numa pequena igreja de madeira (10 x 24 m), construída em 1962 por Frei Hilário, vigário da Paróquia de São José, que mais tarde, deu lugar ao salão paroquial Pe. Raul. O primeiro salão de festas estava localizado ao lado da capela, posteriormente demolido para a construção do Salão Paroquial (hoje Salão Amantino), inaugurado em 13/04/1975. Em 1976, o projeto da Igreja Matriz, que teve como modelo a Igreja do Perpétuo Socorro em Curitiba, recebeu a aprovação do bispo. A bênção da pedra fundamental e o início das obras ocorreram no ano seguinte. A casa paroquial foi inaugurada em 06/12/1970.

Em 1977 Monsenhor Vendelino começou a luta para conseguir um terreno para a construção de uma Igreja no Kobrasol, cujo loteamento havia sido criado no ano anterior. Esta luta só se concretizou 11 anos depois, em 1988, com o Pe. Francisco Wloch.

A ADMINISTRAÇÃO

Já no primeiro ano de existência da paróquia, o pároco constituiu o Conselho Administrativo da Matriz, sendo ele o presidente e o então prefeito de São José, Germano João Vieira, vice-presidente. Várias festas foram realizadas para arrecadar dinheiro, como Nossa Senhora de Fátima (maio), Santo Antônio (junho), Bom Jesus de Iguape (agosto), São Francisco de Assis (outubro) e Sagrado Coração de Jesus (dezembro). Nestes primeiros anos também foram realizadas festas de comemoração da fundação da paróquia, cujos festeiros eram famílias de uma mesma região de origem (1972 – Urubici, 1973 – Bom Retiro/Alfredo Wagner e 1975 – Angelina). O primeiro Tríduo de Santo Antônio foi realizado em 1975. Em junho de 1970 era introduzido o centésimo (dízimo) na paróquia, coordenado por Maria Reginaldo Farias que também cuidava da sacristia.

AS PRIMEIRAS PASTORAIS

Os primeiros cursos de preparação para os sacramentos foram organizados neste período. O curso de preparação para o batismo aconteceu em março de 1970, com os catequistas Tarcísio de Oliveira, Herondina Macedo, Onildo Ouriques. O curso de preparação de noivos ocorreu entre 30/08 a 04/09/1971, coordenado por Sebastião Calisto Müller e sua esposa.

A catequese de Primeira Eucaristia, cuja coordenadora era Herondina Ferreira de Macedo, era ministrada pelos catequistas na Escola Básica Laércio Caldeira de Andrade, mas os catequizandos também tinham encontros semanais com o padre. A primeira missa de Primeira Eucaristia ocorreu em 29/11/1970. A Perseverança (hoje Infância e Adolescência Missionária) era coordenada por Virgínia Matos de Oliveira e Natalício Bonetti.

A Ação Social, fundada em 24/10/1970, teve como primeiros integrantes Maria Aurora da Silva, Leci Maria da Silva, José Valter Brasil e Marlene Gonçalves. Em 1974, a comunidade arrecadou 4 caminhonetes abarrotadas de roupas e alimentos para socorrer os desabrigados da enchente que assolou a cidade de Tubarão.

A paróquia, que já contava com um pequeno grupo de casais cursilhistas, organizou em 1974, o Movimento Familiar Cristão. Em 1978, o movimento, que chegara a cerca de 30 casais, foi reorganizado para que seus membros começassem a ajudar em vários setores de pastorais.

Os primeiros ministros extraordinários da Eucaristia a serem admitidos foram Djalma Araújo e Ângelo Kohl, em 1972. A equipe de liturgia foi criada em 1976 e a equipe paroquial de pastoral em 1977, mesmo ano da fundação do Coral Santo Antônio, que teve como primeiro maestro Osni Boeing. Tablita Broenning e Dionei Redivo também animavam as missas com música. Em 1974 surgiu o primeiro grupo jovem, o JUC – Juventude Unida de Campinas, que permaneceu em atividade por cerca de 10 anos.

Em abril vamos contar sobre a saída do Monsenhor Vendelino da paróquia, quais foram os primeiros eventos da paróquia e quem foram as primeiras lideranças. Esperamos por vocês no próximo dia 11.

Colaboração de conteúdo: Paulo Elias de Souza.

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