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Acompanhe a entrevista com o futuro padre, Diác. Roberto C. Rodrigues Miranda

No próximo sábado, 21 de novembro, os diáconos Alex Macedo de Liz Junior, Lucas Casimiro Tibincoski Teixeira, Luiz Francisco Fraga, Roberto Consuelo Rodrigues Miranda e Tiago Vicente Santana serão ordenados presbíteros. A celebração acontece no Centro Angelino Rosa (CEAR), em Governador Celso Ramos.

Diácono Roberto que participou da comunidade paroquial Santo Antônio, realiza sua primeira missa no dia seguinte a sua ordenação, domingo, 22 de novembro, às 10h.

As celebrações que estão restritas por conta da Covid-19, podem ser acompanhadas pelo Facebook da Paróquia.

Conheça um pouco mais da caminhada do Diácono Roberto:

Lema Sacerdotal Diác. Roberto: “Como o Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor” (Jo 15,9). É com essas Palavras do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, que quero testemunha a experiência do amor de Deus manifestado no seu Filho Jesus, que nos convida a Permanece no seu amor.

PASCOM: Quando e como iniciou a caminhada na Igreja Católica?

Diác. Roberto: Desde a minha infância, eu já nutria em mim, um certo amor pelas “coisas” da Igreja, eu não sabia que queria ser padre, o amor era pelas coisas da Igreja, mas depois foi se transformando em amor pela Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo. Minha caminhada na Igreja iniciou primeiramente em casa, Igreja doméstica com minha família, depois com o processo de iniciação a vida Cristã, e por fim a adesão pessoal, livre, dentro dos parâmetros que aprendi nos primeiros anos de minha existência, com minha família, e depois na catequese.

PASCOM: Como foi seu processo de conversão?

Diác. Roberto: Tendo em vista, que já nasci em uma família cristão católica, não tive um processo radical de conversão, no entanto, o cristão não pode se dar por um convertido acabado, mas se convertendo a cada dia de sua vida, assumindo com verdadeira convicção a vocação cristã, com o firme desejo de alcançar a perfeição, não por seus méritos, mas em virtude do desígnio e graça de Deus (2tm 1,9).

PASCOM: Quando e como sentiu o chamado a Vocação Sacerdotal?

Diác. Roberto: A leitura da Sagrada Escritura, muito contribuíram para a minha formação cristã, e para a descoberta de minha vocação especifica. Na Bíblia, encontramos belas histórias vocacionais, das quais recordo a vocação de Moisés. Moisés Fez uma profunda experiência com Deus no cotidiano de sua vida. Quando pastoreava o rebanho, Deus se revelou de uma forma extraordinária por meia de uma sarça que não se consumia, e o chamou pelo nome. Sua resposta foi decisiva: “Eis-me aqui” (Ex 3,4). Sua história vocacional revela que Deus pode se apresentar a nós e nos chamar a qualquer momento de nossa vida ou em qualquer profissão que estejamos exercendo. É no ordinário que podemos descobrir o extraordinário que é a manifestação de Deus; por isso reafirmo que Deus me chamou e eu senti o chamado não num evento extraordinário, mas no simples e cotidiano de minha vida.

PASCOM: Como avalia todo esse período de decisão?

Diác. Roberto: Conforta-me, o fato de que Deus age com paciência, e sabe esperar. Eu, confesso que não agi com imediatismo, não tive a coragem de arriscar tão cedo, por isso ingressei no processo formativo já com idade adulta, mas compreendo que as coisas foram acontecendo e se encaminhado, conforme os desígnios de Deus. Vocação é um chamado de Deus para a realização de uma missão, e não podemos permanecer inerte ao chamado, todo chamado requer uma resposta positiva e livre.

PASCOM: Como foi a aceitação familiar?

Diác. Roberto: A vocação é uma proposta de Deus ao homem, o qual é livre para acolher ou rejeitar. Minha família nunca fez objeções a minha decisão de ir para o seminário, principalmente a minha mãe e minhas irmãs sempre se mostraram solicitas para comigo, porque sabem que a vida é dom e que Deus chama a todos a uma vocação especifica para fazer com que esse grande dom, que é a vida cresça e frutifique.

PASCOM: Uma mensagem para as famílias que vivenciam a situação de um filho que fala sobre a vocação:

Diác. Roberto: A vocação é sempre algo repleto de mistério. Se perguntarmos a uma religiosa porque deixou todas as comodidades da família para assumir uma vida de pobreza a ter de estar com os empobrecidos da África, a resposta será clara: “Sinto-me chamada por Deus. Não sei explicar, mas realizar esta missão é algo que me deixa feliz”. Assim também, não há explicação para os desígnios de Deus. A vocação não se explica, é mistério. Podemos apenas contemplá-la na experiência da vida. Portanto pais e mães, se seu filho ou filha, sente-se chamado a uma vida de entrega em favor do Reino de Deus, ajude-o a crescer no processo de discernimento vocacional. Quem trabalha para Cristo sabe que é sempre um outro que semeia, um outro que colhe. Não precisa questiona-se a todo momento. Qualquer que seja o resultado, ele o entrega a Deus e faz a sua parte despreocupadamente, livre e jubiloso, porque sua vida está integrada numa causa imensa.

PASCOM: Quais as maiores dificuldades durante a caminhada de seminarista?

Diác. Roberto: Minha maior dificuldade no processo formativo, foi referente ao estudo, sobretudo na etapa do discipulado (curso de Filosofia), mas isso fui superando aos poucos a partir dos instrumentos de ajuda que a formação oferece, e da minha determinação, creio que era mais medo de me expor e dificuldade emocional que o peso dos estudos, a final eu sou muito tímido introvertido.

PASCOM: Um resumo da vida de seminarista (estudos e trabalhos):

Diác. Roberto: Eu resumo todo a minha preparação nas diversas dimensão da formação, como um diálogo com Deus. Daí depende tudo o mais, e nisto consiste o cerne de toda a preparação para o sacerdócio e de qualquer formação subsequente.

Uma ligação pessoal com Cristo constitui por tanto a essência e fundamento para o ministério sacerdotal” (Papa Bento XVI).

PASCOM: Onde deve atuar neste início de Vida Sacerdotal?

Diác. Roberto: No final do ano de 2019, quando conclui a etapa da configuração (etapa da teologia), o Arcebispo Dom Wilson me designou para a síntese vocacional (estagio pastoral) na Paróquia Senhor Bom Jesus de Nazaré, no centro da cidade de Palhoça. Aqui também vivi o ministério diaconal, e devo continuar no exercício do ministério presbiteral.

PASCOM: Gostaria de deixar algum recado?

Diác. Roberto: Quando falamos das vocações específicas, estamos alargando esse vasto horizonte vocacional. Temos que tomar consciência que vocação não é coisa apenas para alguns. Vocação é para todo cristão, pois todos nós somos chamados a estar a serviço do reino de Deus de alguma forma, Seja rezando, seja colaborando na formação nos seminários, seja com a partilha de bens que muito sustenta a nossa missão. Durante toda a minha formação, tive o privilégio de contar com tanta gente que são realmente grandes trabalhadores da vinha do senhor a favor das vocações. Aqui deixo a todos a minha manifestação de gratidão, carinho e oração. Deus lhes pague.